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Doença de Alzheimer

Dia 21 de setembro é o Dia Mundial da Conscientização sobre a Doença de Alzheimer. Os objetivos da data são sensibilizar a população e diminuir o senso comum que cerca o mal e afasta as pessoas do descobrimento dos sintomas e seus problemas. Segundo dados da ABRAZ (Associação Brasileira de Alzheimer), no Brasil, mais de um milhão e quinhentas pessoas estão identificadas com a
patologia, e a previsão mundial é de que o número chegue próximo a 130 milhões de pessoas até 2050, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

O Alzheimer é grave e incurável, evolui progressivamente e atinge, em sua maioria, pessoas na terceira idade. A primeira e mais comum manifestação da doença é a perda de memória. Outras consequências são, por exemplo, dificuldade em tomar banho sozinho e andar na rua sem ajuda alheia. Os sintomas se confundem com envelhecimento normal, por isso, muitas vezes, as famílias acham que as mudanças no comportamento ocorrem em função da idade.

Mesmo não havendo cura, existem medicamentos que auxiliam a recuperação parcial da memória e amenizam a agitação, alucinações e agressividade que aparecem com o mal. Em um estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh, Estados Unidos, concluiu-se que caminhar dez quilômetros por semana pode proteger, por até dez anos, o cérebro de pessoas predispostas ao Alzheimer. A melhor forma de prevenir a doença é o exercício do cérebro: ler, além de conhecer pessoas novas, novos trajetos, diferentes rotinas e atividades físicas.

Não é conhecida oficialmente uma causa específica para o Alzheimer, mas alguns fatores que contribuem para o aparecimento. A idade, genética, hipertensão ou sedentarismo podem estar relacionados. Geralmente, pessoas portadoras da doença vivem, em média, até dez anos após o início dos sintomas. Não existem exames que confirmem exatamente a doença. Dessa forma, é importante procurar ajuda de um médico-especialista e dar apoio familiar à pessoa.