Farmácia Agafarma. Sinta-se bem, sinta-se em casa

Destaques

Sífilis: o que é, quais os sintomas e como se prevenir

Os últimos dados liberados pelo Ministério da Saúde mostraram que entre 2010 e 2016 foram quase 230 mil novos casos de Sífilis no Brasil, e a transmissão de gestantes para bebês é atualmente o principal problema.

A Sífilis é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Treponema Pallidum. Ela se manifesta em diferentes estágios e de forma silenciosa. Após a infecção inicial, a bactéria pode permanecer no corpo do paciente por décadas e somente depois manifestar-se novamente. Se não for tratada, apresenta inicialmente feridas na pele, que podem evoluir para complicações que levam ao óbito, podendo afetar o sistema cardiovascular e neurológico.

A principal forma de transmissão é através da relação sexual. A bactéria entra no corpo por meio de pequenos cortes presentes na pele ou por membranas mucosas. É contagiosa apenas nos estágios primário e secundário e, às vezes, durante o início do período latente. A gestante também transmite para o feto, por via hematogênica (pelo sangue), em qualquer fase da gravidez ou em qualquer estágio da doença.

Os sintomas variam de acordo com os estágios. No estágio primário, cerca de duas a três semanas após o contágio, formam-se feridas indolores (cancros) no local da infecção. Se as feridas estiverem no reto ou no colo do útero não é possível observá-las. Elas desaparecem cerca de quatro a seis semanas depois, mesmo sem tratamento. A bactéria torna-se dormente (inativa) no organismo nesse estágio. No estágio secundário, que acontece cerca de duas a oito semanas após as primeiras feridas se formarem, o paciente pode apresentar dores musculares, febre, dor de garganta e dificuldade para deglutir. Esses sintomas geralmente somem sem tratamento e, mais uma vez, a bactéria fica inativa no organismo. O terceiro estágio, o latente, pode perdurar por anos sem que a pessoa sinta nada. A doença pode nunca mais se manifestar no organismo, mas pode ser que ela se desenvolva para o próximo estágio, o mais grave de todos. No último estágio há a Sífilis tardia cutânea (lesões na pele em forma de gomos e nódulos altamente destrutivas), Sífilis óssea, Sífilis cardiovascular (aortite sifilítica, principalmente, determinando insuficiência cardíaca) e Sífilis do sistema nervoso.

A principal forma de prevenção é o uso de preservativos na relação sexual. O tratamento correto e completo é considerado uma forma eficaz de controle, pois interrompe a cadeia de transmissão. O tratamento do parceiro é muito importante na prevenção para impedir que ocorra novamente a infecção, garantindo que o ciclo seja interrompido.
Em relação à sífilis na gestação é importante o diagnóstico precoce. É necessário o teste em todas as mulheres que desejam engravidar. Um pré-natal qualificado pressupõe como rotina exames para o diagnóstico da sífilis no primeiro trimestre, de preferência já na primeira consulta. O SUS (Sistema Único de Saúde) disponibiliza o teste rápido para detectar a doença.