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Insônia pode afetar o sistema imunológico

Problema afeta 40% dos brasileiros Um estudo do Instituto do Sono de São Paulo (SP) constatou que quem dorme pouco pode ter o sistema imunológico prejudicado. O resultado é de uma pesquisa feita durante uma semana com 30 pacientes com idades entre 18 a 20 anos. A investigação verificou que os prejuízos dependem do grau de privação do sono. Para tanto, os pesquisadores montaram três grupos e os submeteram a tipos diferentes de privação do sono: de controle, privação seletiva e privação total do sono. O monitoramento foi feito por exame de polissonografia. De acordo com os resultados, o grupo que dormiu normalmente não apresentou alterações na imunidade. Os pacientes que tiveram privação seletiva, ou seja, eram acordados quando estavam próximos da fase mais profunda do sono, a REM, houve redução da imunoglobulina (IgA), que atua na proteção do organismo contra a invasão por patógenos. A redução permaneceu após três noites de recuperação do sono. Já o grupo que teve privação total ficou 48 horas ininterruptas sem dormir. Os resultados mostraram que, neste grupo, o número de leucócitos e linfócitos TCD4 aumentaram consideravelmente nos pacientes. Para os responsáveis pela pesquisa, o aumento dos glóbulos brancos e linfócitos, que servem para combater infecções e adaptar a defesa para cada doença, respectivamente, é um sinal de alerta enviado pelo sistema de dProblema afeta 40% dos brasileiros

Um estudo do Instituto do Sono de São Paulo (SP) constatou que quem dorme pouco pode ter o sistema imunológico prejudicado. O resultado é de uma pesquisa feita durante uma semana com 30 pacientes com idades entre 18 a 20 anos.

A investigação verificou que os prejuízos dependem do grau de privação do sono. Para tanto, os pesquisadores montaram três grupos e os submeteram a tipos diferentes de privação do sono: de controle, privação seletiva e privação total do sono. O monitoramento foi feito por exame de polissonografia.

De acordo com os resultados, o grupo que dormiu normalmente não apresentou alterações na imunidade. Os pacientes que tiveram privação seletiva, ou seja, eram acordados quando estavam próximos da fase mais profunda do sono, a REM, houve redução da imunoglobulina (IgA), que atua na proteção do organismo contra a invasão por patógenos. A redução permaneceu após três noites de recuperação do sono.

Já o grupo que teve privação total ficou 48 horas ininterruptas sem dormir. Os resultados mostraram que, neste grupo, o número de leucócitos e linfócitos TCD4 aumentaram consideravelmente nos pacientes. Para os responsáveis pela pesquisa, o aumento dos glóbulos brancos e linfócitos, que servem para combater infecções e adaptar a defesa para cada doença, respectivamente, é um sinal de alerta enviado pelo sistema de defesa para o corpo com privação de sono.

Os cientistas constaram que o corpo ligou uma espécie de ‘sinal de alerta’ no sistema de defesa quando estava sem poder dormir, como se reagindo a algum tipo de agressão. E pior: após um período de 24 horas de recuperação, o número de linfócitos ainda não havia voltado ao normal.

Para ter uma boa noite de sono

A insônia é um problema que afeta 40% dos brasileiros, segundo dados da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Deste total, apenas 5% procuram o especialista. Cerca de 30% dos pacientes com transtorno de insônia apresentam o que os médicos chamam de ‘má higiene’ do sono, ou seja, medidas que atrapalham a qualidade de vida e causam problemas de saúde.

Dicas para evitar a insônia:

— Mantenha um horário para ir dormir e para se levantar

— Faça do quarto um ambiente limpo, organizado, silencioso, escuro e propício para relaxar e dormir

— Tome um banho quente duas horas antes de deitar

— Mantenha os pés aquecidos antes e durante o sono

— Faça um lanche leve com leite e/ou derivados e carboidratos antes de dormir

— Faça exercícios físicos, de preferência no período da manhã

— Procure exposição à luz solar logo após levantar e no final da tarde.

— Evite excesso de líquidos no período da noite

— Evite refeições pesadas à noite e próximas do horário de dormir

— Evite cafeínas (café, chá, refrigerante de cola, chocolate…) à noite

— Evite bebidas alcoólicas até quatro horas antes de ir dormir

— Evitar fumar pelo menos seis horas antes de dormir

— Evite cochilos longos (maiores que 40 minutos) durante o dia

— Não se alimente, não leia, não trabalhe e não assista TV na cama

Fonte: ClicRBS