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Mal de Parkinson: o que é, causas, sintomas, diagnóstico e tratamento

Hoje, 4 de abril, é o Dia Nacional do Parkinsoniano. A data visa conscientizar a sociedade sobre o Mal de Parkinson e demais doenças Parkinsonianas, responsáveis por afetar o sistema nervoso central. O dia também ajuda a disseminar informações corretas sobre os avanços de tratamento que a doença obteve ao longo dos anos. Atualmente, há alternativas que ajudam a duplicar a expectativa de vida das pessoas que sofrem deste mal. Esta doença é mais comum em pessoas que já atingiram a terceira idade e é caracterizada por afetar a movimentação muscular da pessoa.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 4 milhões de pessoas no mundo sofrem da doença. Espera-se que com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, esse número dobre até 2040. Dentro do grupo de pessoas idosas no mundo (acima de 60 anos), aproximadamente 1% desta população mundial tem a doença.

O que é
O Mal de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva. É causada por uma diminuição intensa da produção de dopamina, que é um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas). A dopamina ajuda na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática, ou seja, não precisamos pensar em cada movimento que nossos músculos realizam, graças à presença dessa substância em nossos cérebros. Na falta dela, particularmente numa pequena região encefálica chamada substância  negra, o controle motor do indivíduo é perdido, ocasionando sinais e sintomas característicos.

Causas
Com o envelhecimento, todos os indivíduos saudáveis apresentam morte progressiva das células nervosas que produzem dopamina. Algumas pessoas, entretanto, perdem essas células (e consequentemente diminuem muito mais seus níveis de dopamina) num ritmo muito acelerado e, assim, acabam por manifestar os sintomas da doença. Não se sabe exatamente quais os motivos que levam a essa perda progressiva e exagerada de células nervosas (degeneração), motivos esses que podem ser genéticos ou ambientais.

Principais sintomas
Os principais sintomas da doença de Parkinson são a lentidão motora , a rigidez entre as articulações do punho, cotovelo, ombro, coxa e tornozelo, os tremores de repouso notadamente nos membros superiores e geralmente predominantes em um lado do corpo quando comparado com o outro e, finalmente, o desequilíbrio.

Diagnóstico
O diagnóstico da doença de Parkinson é essencialmente clínico, baseado na correta valorização dos sinais e sintomas descritos. O profissional mais habilitado para tal interpretação é o médico neurologista, que é capaz de diferencia esta doença de outras que também afetam involuntariamente os movimentos do corpo.

Tratamento
A doença de Parkinson é tratável e geralmente seus sinais e sintomas respondem de forma satisfatória às medicações existentes. Esses medicamentos, entretanto, são sintomáticos, ou seja, eles repõem parcialmente a dopamina que está faltando e, desse modo, melhoram os sintomas da doença. Devem, portanto, ser usados por toda a vida da pessoa que apresenta tal enfermidade, ou até que surjam tratamentos mais eficazes. Ainda não existem drogas disponíveis comercialmente que possam curar ou evitar de forma efetiva a progressão da degeneração de células nervosas que causam a doença.