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Cuidados com o seu amigo do peito

O coração é uma bomba que tem a grande responsabilidade de fazer o sangue circular por todo o organismo, de levar oxigênio e nutrientes para as células e sangue carregado de gás carbônico para os pulmões a fim de oxigená-lo. Qualquer desajuste nessa bomba que deve funcionar com grande precisão pode provocar problemas sérios especialmente em homens e mulheres acima dos 40 anos. São raras as pessoas que têm complicações cardíacas antes dessa idade.
Entretanto, às vezes, um pequeno deslize no uso diário desse órgão, uma sobrecarga que a repetição de determinados erros cometidos dia após dia acabam provocando problemas sérios que poderiam ser evitados com um pouco de atenção e cuidado. Tratado adequadamente, o coração funciona melhor, com mais eficiência e dura muito.

Para manter o coração funcionando bem, o primeiro cuidado é manter a atividade física. É o cuidado mais importante, porque ela previne a atrofia muscular. Ninguém precisa ser um atleta. Basta que a pessoa ande 30min ou 40min por dia. Não precisa ser de uma vez só. Esse tempo pode ser distribuído em períodos mais curtos, mas o ritmo deve possibilitar percorrer 1km em 10 minutos. Tem gente que corre ou anda uma hora. Isso representa um ganho a mais, mas é suficiente caminhar durante 30 ou 40 minutos. Pessoas com mais idade devem evitar esportes violentos que exijam bom condicionamento e preparo físico.
O segundo ponto é controlar o peso. As pessoas engordam, porque consomem menos e ingerem mais calorias. O terceiro é não fumar e eliminar a ingestão excessiva de doces e refrigerantes, alimentos que não trazem benefícios para o organismo.

É preciso medir a pressão arterial com regularidade e aprender a lidar com o estresse. Tensão faz parte da vida moderna. As pessoas se preocupam demais e gastam o sistema nervoso inutilmente. Fazem conjecturas que geralmente não se concretizam.

Todos precisamos aprender a reagir aos contratempos de forma equilibrada. De nada adianta pedir afastamento do trabalho, se as preocupações vão junto conosco por toda parte.

Alguns vícios de comportamento estão envolvidos no processo do estresse. Existem dois sentimentos que prejudicam extraordinariamente a vida das pessoas e contribuem para o aumento da tensão: inveja e vaidade.
A inveja faz as pessoas sofrerem com o sucesso alheio. O carro novo do vizinho é motivo para ficarem remoendo porque elas não têm um igual ou melhor. Infelizmente, as pessoas são educadas para comportarem-se assim. Eu sempre digo: não é preciso ser o melhor. Basta ser bom no meio de gente boa. O importante é procurar fazer bem feito tudo o que se faz sem a preocupação de que alguém possa fazer melhor, pois sempre existirá alguém mais capaz e mais hábil do que nós.
A vaidade é outro sentimento traiçoeiro. A preocupação com o que os outros pensam a nosso respeito gera tensão brutal e permanente. Portanto, quem conseguir, não digo eliminar, mas controlar esses sentimentos, terá atingido o equilíbrio necessário para contornar os problemas e reduzir os níveis de estresse.

Para isso, o exercício também ajuda, mas é um conjunto de medidas que protege o coração. No entanto, sempre há a possibilidade de aparecerem alterações porque existem fatores desencadeantes das doenças cardíacas que ainda não são bem conhecidos. Atualmente, por exemplo, estão identificando certas inflamações como um dos fatores na formação das placas de ateroma.

Existem alguns exames que facilitam essa avaliação. O eletrocardiograma, por exemplo. Embora com o indivíduo em repouso o resultado possa ser normal, é preciso verificar se apresenta alterações sob esforço.
O teste de esforço pode ser realizado na bicicleta ou na esteira ergométrica e deve ser feito anualmente ou a cada dois anos depois dos 40 anos de idade. Se o eletrocardiograma sob esforço não se altera, é sinal de que há vasodilatação necessária para fornecer mais sangue para o coração que, naquele momento, está exigindo quantidade maior de nutrientes. Caso contrário, é preciso identificar corretamente o tipo de lesão que o paciente apresenta.

Depois dos 40 anos, especialmente se tiver histórico familiar de doenças cardíacas, estiver com excesso de peso ou apresentar outros fatores de risco. Além do teste ergométrico, podemos contar com recursos da medicina nuclear. O exame consiste em injetar no paciente uma substância radiativa que pode ser detectada pelos colimadores, a fim de verificar como ela se distribui pelo coração durante o período de repouso e de exercício. Se sob esforço aparecer uma área que capte menos essa substância e em repouso ela se apresentar normal, estamos diante de um sinal extraordinariamente valioso de que a circulação sanguínea está prejudicada nessa região.

Esse tipo de teste está disponível pelo SUS.  No Incor, 80% dos exames são realizados pela clientela do SUS. Os 20% restantes, em geral, são feitos em pessoas que pertencem a convênios médicos.

Outro exame importante para detectar alterações cardíacas é o ecocardiograma, que possibilita avaliar o funcionamento das válvulas, do músculo e a presença de comunicações intercavitárias. No entanto, o teste de esforço permite identificar situações que o ecocardiograma não registra a não ser que se faça um eco de esforço. Esses exames todos fornecem elementos para orientar o diagnóstico e o tratamento que pode ser clínico ou cirúrgico.
Além desses, são fundamentais o exame de sangue para saber se o indivíduo tem hipercolesterolemia e o exame clínico para descobrir se ele é hipertenso ou tem um sopro cardíaco. Pode-se recorrer também à ressonância nuclear magnética e à tomografia de alta velocidade que mostram as artérias coronárias dispensando a realização de exames mais invasivos.
Quando se constatam alterações nesses exames preliminares, o paciente é encaminhado para a cinecoronariografia ou cateterismo, ou seja, um cateter é introduzido na artéria da perna ou do braço e atinge a raiz da aorta. A seguir, canula-se cada artéria coronária isoladamente e injeta-se contraste para verificar se existem obstruções. Se houver, conforme o caráter, o local e a posição, é possível colocar um stent, isto é, uma malha metálica que esmaga a placa de ateroma e mantém a artéria aberta. É a angioplastia hemodinâmica intervencionista. Lesões não adequadas para esse tipo de tratamento recebem indicação cirúrgica.

CARNE VERMELHA FAZ MAL? 

Na verdade, o indesejável na ingestão de carne vermelha é a gordura que nela existe. Sem essa gordura, seria igual a qualquer outra carne. Se o indivíduo não apresenta dislipidemia, seu colesterol e triglicérides estão em níveis normais, pode comer carne vermelha sem nenhum problema. Precisa de controle e deve evitar o consumo dessa carne quem tem esses níveis alterados.

Tudo na vida precisa ser feito com equilíbrio. Ninguém deve comer todos os dias uma picanha cheia de gordura, nem deve abolir o churrasco definitivamente de sua dieta. Além disso, a carne vermelha não só é adequada como é necessária para a alimentação de crianças e jovens em fase de crescimento.

CUIDADOS COM O CORAÇÃO NA PRIMEIRA INFÂNCIA

Adotar um estilo de vida saudável é meio caminho andado para garantir uma fase adulta tranqüila e longe dos riscos para doenças cardiovasculares. A equipe de cardiopediatria do Hospital Costantini, de Curitiba,  alerta sobre o aparecimento cada vez mais precoce de hipertensão, obesidade, sedentarismo e diabetes na infância e adolescência.
Hábitos de vida em transformação devido à comodidade do computador e dos games eletrônicos e da variedade de opções das operações de fast foods estão deixando a população cada vez mais longe da rotina ideal de vida que garante uma boa saúde.
De acordo com o Diretor da Cardiopediatria do Hospital, Dr. Nelson Miyague, a alternativa para prevenir doenças num cenário que tem a ver com o atual estilo de vida moderno de crianças e adolescentes é buscar a conscientização dentro de casa, na escola e na comunidade. “Criamos um projeto que é a cardiopediatria preventiva. Identificamos os pacientes que já apresentam mais de um fator de risco para doença do coração e fazemos um trabalho de orientação”, explica.

Dicas para cuidar do coração das crianças:

– Incentivar a prática esportiva;

– Estimular brincadeiras ao ar livre (subir em árvores, pular corda, andar de bicicleta, pega-pega, etc);

– Diminuir alimentos gordurosos e doces.

Fonte: clinicacostantini.com.br

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